Novo viveiro florestal é inaugurado em presídio de Itaperuna e reforça ações de reflorestamento

Unidade terá capacidade para produzir 250 mil mudas por ano e ampliar participação de apenados em projetos de recuperação ambiental no Noroeste Fluminense.

O programa socioambiental Replantando Vida, da Cedae, ganhou mais um reforço na última quinta-feira (11) com a inauguração do viveiro florestal João Paulo Tinoco, instalado no presídio Norberto Ferreira de Moraes, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Esta é a oitava unidade do programa e a terceira localizada dentro de uma unidade prisional.

Instalado em uma área de 7,4 mil metros quadrados, o novo viveiro terá capacidade para produzir até 250 mil mudas por ano, ampliando a produção total do Replantando Vida para 2,45 milhões de mudas anuais.

A unidade vai abastecer ações de restauração ambiental em municípios do Noroeste Fluminense e nas bacias dos rios Pomba e Muriaé, importantes para o abastecimento hídrico da região.

“A capacidade de produzir 250 mil mudas por ano permite restaurar o equivalente a 120 hectares — ou 120 campos de futebol — em uma área que tem apenas 5% de cobertura florestal”, afirmou.

Durante o evento, a Cedae também assinou um termo de compromisso com a Prefeitura de Miracema para ampliar a cobertura florestal do município. As duas bases florestais da empresa no Noroeste receberam drones que vão auxiliar no monitoramento das áreas restauradas.

O lançamento reuniu autoridades como o secretário estadual Jair Bittencourt, o prefeito de Itaperuna, Emanuel da Silva, e a prefeita de Miracema, Alessandra Freire.

No período da tarde, equipes da Cedae e da Prefeitura de Itaperuna iniciaram o plantio de 100 mudas de ipês amarelos e rosas, que irão formar uma alameda na Avenida Doutor Cory Pillar, no bairro Cidade Nova.

Sobre o programa

O Replantando Vida é uma iniciativa da Cedae em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Fundação Santa Cabrini e Vara de Execuções Penais (VEP). O programa une sustentabilidade e ressocialização, empregando mão de obra prisional em ações de proteção de mananciais.

Segundo a instituição, em 24 anos de atividades, o programa já plantou 4,5 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica e restaurou 2 mil hectares de áreas prioritárias, empregando mais de 6 mil pessoas privadas de liberdade ao longo de sua história.

Por Samyra Karyme, g1 

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