Itaocara registra 4° óbito e passar a ter 6 casos ativos

A prefeitura de Itaocara divulgou na tarde dessa sexta-feira 05/06 a atualização do boletim epidemiológico do Novo Coronavírus, confirmando o 4° óbito.

Município chegou a quase zerar os casos ativos na quarta-feira 03/06 contabilizando apenas 02 casos ativos.

Os dados segundo o boletim são:

57 casos confirmados, 03 casos suspeitos, 05 estão em isolamento domiciliar, 04 estão em isolamento hospitalar, 47 casos já são considerados curados e são 4 óbitos confirmados.

Não foi divulgado pela prefeitura a idade ou o gênero do 4° óbito.

De acordo com os dados sendo 57 casos confirmados, 47 curados e 4 óbitos o município contém 06 casos ativos.

No Rio, crime de violência contra a mulher aumentou 10% na quarentena

A informação é do Instituto de Segurança Pública do Rio

A proporção de crimes mais graves contra a mulher no estado do Rio de Janeiro, ocorridos dentro de casa, aumentou entre 13 de março e 30 de abril de 2020. A avaliação faz parte do Monitor de Violência Doméstica durante o período do distanciamento social divulgado hoje (5) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio.

O início do período analisado coincide com o começo do isolamento social no estado. Segundo a diretora-presidente do ISP, Adriana Mendes, nos crimes de violência física a alta ficou em 10% na comparação ao mesmo período do ano passado. Nos crimes de violência sexual o índice subiu 17% em relação a 2019. Quando a análise se refere ao total dos registros dos crimes, os de violência física representam 68,8%, enquanto no ano passado eram 60,8%. Já os de Violência Sexual o percentual subiu de 55,4% em 2019, para 72,4% em 2020.

Embora a proporção tenha aumentado, houve redução de 65,4% nos números gerais dos registros de crimes de violência moral contra a mulher. Enquanto em 2020 foram 1.571, no ano passado ficaram em 4.537. Os de violência patrimonial caíram 60,8% saindo de 822 em 2019 para 322 em 2020. Os crimes de violência psicológica tiveram queda de 58,8%. Em 2020 são 2.467 contra 5.993 em 2019. Na violência sexual a redução ficou em 51,6% (464 em 2020 contra 959 em 2019). Na violência física foram menos 43,7% (3.321 em 2020 contra 5.889 em 2019). Ainda conforme o Monitor, os crimes tipificados pela Lei Maria da Penha apresentaram diminuição de 48,5% (5.457 em 2020 contra 10.594 em 2019).

“Isso na proporção dentro de casa, não no registro total de ocorrências, justamente porque houve essa mudança na rotina das pessoas em termos de dificuldade circulação e muitas vezes também da dificuldade de realização dos registros impeçam essa mulher de notificar e de comunicar que está acontecendo, mas quando nos voltamos para aqueles crimes mais graves que é a violência sexual e a violência física esses números aumentam”, disse a presidente em entrevista à Agência Brasil.

“Embora nós tenhamos uma diminuição nos números de ocorrência, quando verificamos os casos ocorridos em casa, com relação à violência física e violência sexual os números estão aumentando”, completou.

Adriana Mendes acrescentou que o estudo inédito levou em consideração mais de uma fonte de dados. Além dos registros de ocorrência nas delegacias da Polícia Civil, há informações dos casos anotados pelo serviço 190 da Polícia Militar e do Disque- Denúncia. “Aí quando observamos os números de ligações do 190, esses números, ao contrário dos registros de ocorrência, aumentam. Na comparação com o mesmo período de 2019, a gente observa um aumento de 12% no número de ligações, justamente, porque essa mulher, no momento em que está em casa tem dificuldade de deslocamento e permanece mais tempo com o seu agressor. Isso propicia o seu pedido de socorro”.

Das 119.577 ligações que geraram ocorrências recebidas pelo Serviço 190 em 2020, 13.065 foram referentes a crimes contra a mulher. Esse total representa 10,9% de todas as ligações, e significou o aumento de 12% em relação ao mesmo período de avaliação do ano passado. Cada ligação recebida pelo Serviço 190 é categorizada como ocorrência, informação, elogio, trote, queda, entre outros. No Monitor, foram consideradas somente as ligações categorizadas como ocorrência. O Serviço 190 e a Patrulha Maria da Penha, também da Secretaria de Estado de Polícia Militar, estão funcionando normalmente, apesar das medidas restritivas de afastamento social.

Já na Central de Atendimento do Disque Denúncia, o número de ligações apresentou redução de 60,6% das relativas à violência contra mulher. No período entre 13 de março e 30 de abril de 2020 foram 43 contra 109 em 2019.

As formas de violência são como violência física (homicídio doloso, feminicídio, tentativa de homicídio, tentativa de feminicídio e lesão corporal dolosa), violência sexual (estupro, tentativa de estupro, importunação sexual, importunação ofensiva ao pudor, assédio sexual e ato obsceno), violência psicológica (ameaça e constrangimento), violência moral (calúnia, injúria, difamação e divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia) e violência patrimonial (violação de domicílio, supressão de documentos e dano).

Duração

A presidente do ISP revelou que o estudo começou agora, mas a intenção que permaneça sendo elaborado mesmo após o fim do isolamento social. “Esse estudo tem como viés, um extrato do período efetivamente de afastamento, mas naturalmente, vamos fazer uma análise de todo o período da pandemia. Iniciamos a análise no dia 13 de maio , estamos lançando hoje com análise também até o dia 30 de abril, e vamos continuar com relação ao mês de maio e junho, dependendo das circunstâncias se permanecerem as mesmas com relação a essa nova realidade social que estamos vivendo”, afirmou.

Ampliação

Adriana Mendes adiantou que o ISP pretende também ampliar os estudos para outros segmentos da população considerados vulneráveis com Monitores para crianças e adolescentes e para idosos. As análises de dados já começou. “Ainda não temos datas de lançamento, mas já estamos fazendo a construção desses dados, não só com relação aos registros de ocorrência como também estamos verificando outras fontes de dados tal qual ocorreu com relação à violência contra a mulher, para que tenha essa visão ampla considerando esse período atípico”, concluiu.

MPRJ encaminha ao MPF e à PF documentos sobre possíveis irregularidades na compra de kits alimentares com verbas federais, em Campos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude de Campos dos Goytacazes, encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) cópia da documentação relativa à compra de kits alimentares com recursos federais pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte de Campos (SMECE), para que seja apurada possível responsabilização do ex-secretário municipal de Educação e da atual gestora da pasta em irregularidades encontradas na aquisição.

A compra foi realizada sem licitação, sob a alegação de necessidade emergencial para atender alunos que tiveram as aulas suspensas em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e os kits foram distribuídos aos estudantes da rede municipal de ensino no mês de abril devido à interrupção das aulas nas unidades escolares para a prática do isolamento social, sugerida pelas autoridades médicas e sanitárias como a melhor forma para evitar a propagação do vírus.

A investigação se dá no curso do Inquérito Civil n.º 18/2020, instaurado pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude de Campos para apurar a lisura na compra e distribuição dos kits alimentares. A documentação foi requisitada ao município para a apuração de possíveis prejuízos às crianças e aos adolescentes que receberam os kits em substituição à merenda escolar, e sua análise identificou sinais de malversação do dinheiro público e de possível prática criminosa resultante do uso inadequado de verba federal pelos gestores municipais.

Desta forma, também foi encaminhado ofício para a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos para avaliar possível ato de improbidade administrativa por parte dos gestores, enquanto a análise sobre a reparação de danos coletivos continua a cargo da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude de Campos.  

Além da comunicação ao MPF e à PF, também foi enviado à SMECE ofício requisitando esclarecimentos sobre o motivo pelo qual a distribuição dos kits não foi efetuada no último mês de maio, apesar das aulas permanecerem suspensas, e também cobrada a exibição de calendário prévio com indicação de data e local das próximas entregas para oportunizar a fiscalização e assegurar que o direito à alimentação segura das crianças seja respeitado.

Por MPRJ

Bolsonaro confirma mais duas parcelas do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que foi acertado o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial, mas com valor inferior aos atuais R$ 600. A informação foi dada pelo presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais.  

“Vai ter, também acertado com o [ministro da Economia] Paulo Guedes, a quarta e a quinta parcela do auxílio emergencial. Vai ser menor do que os R$ 600, para ir partindo exatamete para um fim, porque cada vez que nós pagamos esse auxílio emergencial, dá quase R$ 40 bilhões. É mais do que os 13 meses do Bolsa Família. O Estado não aguenta. O Estado não, o contribuinte brasileiro não aguenta. Então, vai deixar de existir. A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego”, disse. 

O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril e prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. Mais de 59 milhões tiveram o benefício aprovado. O novo valor ainda não foi anunciado pelo governo.  

O presidente também antecipou um possível aumento no valor do benefício do Bolsa Família, pago a cerca de 14 milhões de famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. O valor do eventual aumento ainda será anunciado, garantiu o presidente, sem especificar uma data.  

“Acho que o pessoal do Bolsa Família vai ter uma boa surpresa, não vai demorar. São pessoas que necessitam desse auxílio, que parece que está um pouquinho baixo. Então, se Deus quiser, a gente vai ter uma novidade no tocante a isso aí”, afirmou.

Liberação de praia

Durante a live, o presidente defendeu a liberação de acesso às praias, que está proibida na maioria das capitais litorâneas do Brasil, e que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai emitir um parecer favorável sobre o assunto. 

“O governo federal vai opinar favoravelmente para aquela pessoa ir à praia, agora o juiz de cada cidade, que vai recepcionar esses mandados de segurança, é que vai decidir se o João pode ir para a praia ou não. Eu não vejo nada demais ir para a praia, praia é saúde”, afirmou.

O fechamento das praias faz parte das estratégias dos governos estaduais e prefeituras para evitar aglomerações. O isolamento social é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por especialistas como a principal forma de evitar disseminação em massa do novo coronavírus.

Repatriação

O presidente Jair Bolsonaro ainda afirmou que 23 mil brasileiros foram repatriados ao país desde o início da pandemia. São pessoas que ficaram retidas no exterior com o fechamento das fronteiras por centenas de países e estavam recebendo apoio logístico e diplomático do governo para retornarem. 

O governo ainda deve investir mais R$ 10 milhões para a repatriação de mais 3 mil pessoas que seguem sem conseguir voltar ao Brasil. 

Em Campos são 886 casos confirmados e 46 óbitos por COVID-19

Em boletim epidemiológico do Novo Coronavírus atualizado nessa quinta-feira 04/06 em Campos dos Goytacazes mostra um registro de mais 42 novos casos.

De acordo com o boletim a cidade de Campos possui 886 casos confirmados, são 60 óbitos sendo que 46 estão confirmados e 14 estão em investigação, ainda de acordo com o boletim são 301 casos recuperados.

O município registra 2759 casos de síndrome gripal e 180 casos com síndrome respiratória aguda grave.

De acordo com os dados do boletim sendo 886 casos confirmados, 301 casos recuperados e 46 óbitos o município possui 539 casos ativos.

O município informa que se caso apresente sintomas como, febre, tosse, ou dificuldade de respirar ligue para 192.