Polícia Civil cumpre mandado contra agressores de mulheres

Em alusão aos 14 anos da Lei Maria da Penha, a Secretaria de Polícia Civil, por meio do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), realiza, nesta quinta-feira (13/08), a Operação Athena.

Em Pádua policiais civis da 136°DP coordenados pelo Delegado titular Ivainson Moreira Sardinha com o apoio dos policiais do 36°BPM e da Polícia Civil de Minas Gerais, após cruzamentos de informações conseguiram localizar um homem na localidade de Brasilinha em Pirapetinga MG, identificado como P.S.D.S.L, ao qual existia um mandado de prisão contra o mesmo pelos crimes de Lesão Corporal decorrente de Violência Doméstica, Violência contra a mulher e desobediência.

A ação, que tem como objetivo cumprir mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes de violência contra a mulher, já prendeu 52 pessoas, em Campos foram expedido 11 mandados e 06 foram cumpridos até o momento.

As 14 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs) participam da operação, que acontece em todo o estado do Rio de Janeiro e tem apoio das delegacias da Capital, da Baixada Fluminense e do Interior. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça, após inquéritos policiais concluídos por todas as delegacias do estado. 

A diretora do DGPAM, delegada Sandra Ornellas, ressalta o trabalho realizado pelas DEAMs, que resulta em indiciamentos e prisões de autores de violência doméstica. “Somente em 2019, as DEAMs indiciaram 16.703 autores de violência doméstica e familiar de diversas formas contra mulheres, além de solicitar 20.930 medidas protetivas de urgência. O resultado deste trabalho são os inúmeros mandados de prisão a serem cumpridos hoje”, afirmou.

A operação de hoje não inclui agressores foragidos no interior de comunidades, por força da restrição imposta pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a realização de operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia.

Redução de registros durante a pandemia

Ainda segundo a diretora do DGPAM, apesar de as DEAMs terem continuado a atender ao longo de todo o período de isolamento social, inclusive tendo realizado diversas prisões em flagrante, houve uma diminuição nos registros de ocorrência, em alguns casos de até 50%. “Segundo o Monitor de Violência do Instituto de Segurança Pública (ISP), a redução do número de registros não significa que a violência contra a mulher esteja diminuindo, mas que pode haver subnotificação neste período de pandemia. Com a flexibilização do isolamento social, houve um considerável aumento no número de registros durante o último mês”, afirmou a delegada.

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