MOTORISTA TEM CARRO ROUBADO NA BR 101

Um motorista de aplicativo foi rendido por dois assaltantes armados e teve o carro roubado na noite desta quinta-feira (4/04) na BR-101, em Campos.Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os criminosos solicitaram uma corrida até uma boate e quando chegaram ao local, anunciaram o assalto e fugiram com o veículo.


Ainda de acordo com a PRF, o carro não foi recuperado e o caso está sendo investigado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.



BANDIDOS ASSALTAM LANCHONETE EM CAMPOS

Uma lanchonete foi assaltada na madrugada de quinta-feira (04/04)no Parque João Maria, em Campos ,câmera de segurança do estabelecimento filmaram o pânico de funcionários quando os homens armados entraram no local.

Os dois homens chegam em uma moto e o carona já desce com a arma na mão anunciando o assalto,o crime aconteceu no horário de fechamento da lanchonete, e por isso no momento não havia clientes.

 

Uma das atendentes em pânico chegou a correr, enquanto os outros deitam no chão. Os bandidos levaram aproximadamente 300 reais do caixa, além de relógio, cordão e pulseiras do proprietário.

 

Nenhum suspeito foi localizado e o caso é investigado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro.

Bolsonaro diz que não nasceu para ser presidente, mas está aprendendo

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – Em um discurso na inauguração de uma ouvidoria do governo federal, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que “não nasceu para ser presidente” e que o cargo é “só problemas”.

“Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar, mas no momento estou nessa condição de presidente e junto com vocês nós podemos mudar o destino do Brasil”, disse.

Em outros trecho, Bolsonaro afirmou que não tem ambição, mas que tem obrigação de mudar o Brasil.

“Não me sobe à cabeça o fato de ser presidente. Eu me pergunto, eu olho para Deus e falo: o que eu fiz para merecer isso? É só problema, mas temos como ir em frente, temos como mudar o Brasil”, afirmou.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro reclama das pressões do cargo. Ao final da viagem a Israel, o presidente afirmou que a Presidência era um “abacaxi” e disse que estava cansado.

Mais tarde, em entrevista, ao ser perguntado se o cargo era mais difícil do que pensava e se já havia aprendido a ser presidente, disse que sabia das dificuldades.

“Não, eu sabia das dificuldades, é um país grande, tem muitos vícios que existem no Brasil”, disse, acrescentando que se preocupa com a violência. “A gente tem que se virar né? Para não ser engolido.”

Lula fica calado durante duas horas em depoimento na PF de Curitiba

Ex-presidente alegou o direito constitucional de permanecer em silêncio; defesa disse que não teve acesso aos documentos da investigação

ex-presidente Lulaficou em silêncio durante duas horas em depoimento hoje (5), na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O petista alegou o direito constitucional de permanecer em silêncio, seguindo a orientação da defesa, que afirmou não ter acesso aos documentos da investigação.

O depoimento, que começou às 9h e terminou às 11h, é referente a dois inquéritos que investigam pagamento propinas pela Odebrecht em contratos da Sete-Brasil e suposto cartel de construtoras para a obra da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Lula completará um ano preso, no domingo (7), na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do tríplex no Guarujá. Em fevereiro deste ano, recebeu a segunda condenação, de 12 anos e 11 meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação penal do sítio de Atibaia (SP). 

Ex-Governador Sergio Cabral cita Brizola, Garotinho e Rosinha como cientes do esquema

Cabral diz em depoimento que ‘caixinha da Fetranspor’ começou no governo Moreira Franco

Agora réu confesso, ex-governador cita Brizola, Garotinho e Rosinha como cientes do esquema, e diz que ‘comprou’ apoio de Crivella a Paes em eleição, junto com Eike Batista.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) é ouvido nesta sexta-feira (5) na Justiça Federal. Ele pediu para ser interrogado de novo, depois que se tornou réu confesso, e disse que a propina de empresas de transportes no estado do Rio – via a Fetranspor, federação das empresas – começou no governo Moreira Franco, no fim dos anos 1980, passando ainda pelos governos de Leonel Brizola, Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.

A audiência desta sexta é sobre a Operação Ponto Final, que investiga irregularidades no setor de transportes. Logo no início da audiência o ex-governador afirmou que foi “com o coração aberto”. Além dos ex-governadores, Cabral também citou empresários, membros do Judiciário, deputados, o prefeito Crivella e o ex-prefeito Eduardo Paes.

O que disse Cabral:

  • ‘caixinha da Fetranspor’ começou no governo de Moreira Franco;
  • no governo Brizola, o secretário de Transportes Pedro Valente administrava a caixinha, com ‘aval’ do governador;
  • em fevereiro de 95, eleito presidente da Alerj, Cabral assume a administração da ‘caixinha da Fetranspor’;
  • com os então governadores Garotinho e Rosinha Garotinho, a caixinha continuou no Executivo;
  • Garotinho comprou uma afiliada de TV com dinheiro da propina;
  • negociou “compra”, por US$ 1,5 milhão, do apoio de Marcelo Crivella na eleição de 2008, junto com Eike Batista e Eduardo Paes;
  • caixinha também funcionava na Câmara dos Vereadores;
  • na campanha de 2006, recebeu R$ 5 milhões da Fetranspor.

Depoimento

Cabral citou o período anterior, comandado por Leonel Brizola, quando as empresas foram “encampadas”, e houve desordem no serviço público.

“Moreira Franco é o governador, em 1987 e em 1990 é feita a recuperação das empresas [de transporte]. Cria-se na Alerj a primeira propina instituída para o deputado Gilberto Rodrigues, presidente da Alerj e, do ponto de vista jurídico, o procurador de Justiça [do Ministério Público] Carlo Navega dava soluções jurídicas na volta às suas mãos particulares. Ele colaborou com o retorno das empresas às mãos [dos empresários], e recebia junto com o governador Moreira Franco e [com o deputado] Gilberto Rodrigues, junto com o deputado Claudio Moacir, e membros do Tribunal de Justiça”, disse Cabral.

Durante o governo Moreira Franco, Cabral foi diretor da Companhia Estadual de Turismo (TurisRio). Depois, segundo ele, Brizola “voltou com outra postura”, e a caixinha foi sido administrada pelo médico e secretário de transportes Pedro Valente, com o aval de Brizola, de acordo com Cabral.

‘Administrador’ da caixinha na Alerj

“Em fevereiro de 95 fui eleito presidente da Alerj então passo a administrar a caixinha da Fetranspor. O responsável pela distribuição da propina do Executivo foi o secretário de fazenda da época.”

Ainda segundo Cabral, no governo Garotinho, a caixinha da Fetranspor continuou no Executivo, agora supostamente administrada pelo ex-presidente do Tribunal de Contas do RJ, Jonas Lopes, condenado pela Lava Jato, e Augusto Ariston [ex-deputado, e ex-secretário de Transportes e da Casa Civil]. O mesmo teria ocorrido no governo de Rosinha Garotinho.

“Com o dinheiro da Fetranspor, Garotinho comprou a TV Band no Sul Fluminense. Usa uma pessoa chamada Mauro como um testa de ferro, tem um jornal O Diário, que é do Mauro mas na verdade é dele (Garotinho), e eu continuo presidente da Alerj cuidando da caixinha da Fetranspor nesse período”.

Entre 2003 e 2006, Cabral disse ter recebido uma caixinha de Jorge Picciani de R$ 200 a R$ 300 mil, como forma de mantê-lo como o candidato do PMDB ao governo do Estado em 2006. Nesse período, por um projeto contrário aos interesses da Fetranspor sobre gratuidade de passageiros, ele teria ficado sem o recurso de propina.

“Em 2006 me elejo governador. Na campanha de 2006, a Fetranspor me deu cerca de R$ 5 milhões, somando primeiro e segundo turno. Jorge Picciani se reelege presidente da Alerj, onde continua administrando o caixa da Fetranspor. Havia muita reclamação dos deputados na época do Picciani: ‘Ah, não está dando todo mês, não tô recebendo’. Minha filosofia era: ‘É um regime presidencial e é com ele que eu trato, não perguntava quanto recebia mas tinha a informação de que recebia R$ 1 milhão por mês, mas não sei quanto dava para cada um. Para o Executivo eram R$ 420 mil por mês.”

‘Compra’ de apoio

Cabral disse que negociou a “compra” do apoio de Crivella na eleição da prefeitura do Rio de 2008 por US$ 1,5 milhão, quando Eduardo Paes foi ao segundo turno com Fernando Gabeira – Crivella foi o terceiro colocado. Paes, segundo ele, foi buscar o dinheiro na casa do empresário Eike Batista, ao lado do próprio Cabral e de Crivella.

“Ele [Crivella] me liga e pede uma conversa no Palácio das Laranjeiras em 2008. Recebo à tarde/noite e ele me diz o seguinte: ‘Olha, estou sendo pressionado a apoiar o deputado Gabeira. Não é do meu agrado pelas minhas convicções religiosas, visão do mundo. Mas o Armínio Fraga [ex-presidente do Banco Central], que estava muito exposto na campanha do Gabeira aparecendo na televisão pedindo voto, me ofereceu 1 milhão de dólares. E, então, eu vou apoiar o Gabeira se vocês não fizerem nada’. Eu e ele, sem testemunha. Eu falei: ‘Você me dá um tempo'”.

A partir daí, Cabral teria ido a casa de Eike e interrompido um jantar quando explicou a situação.

“Combinei com o Eike que não tocaria no assunto e que deixaria ele à vontade. Quem nos recebeu foi o Eike Batista e o executivo dele Adriano Vaz. O senador Crivella chegou com Mauro Macedo. Eu cheguei junto com Eduardo Paes. Tinha um café da manhã servido. Falamos rapidamente, Eike, muito agoniado, falamos 20, 30 minutos. ‘Muito obrigado’, uma conversa mais institucional. ‘Agradeço muito a colaboração de vocês, Eike’. Mais tarde, nos falamos e ele gravou na Record, um spot apoiando o Eduardo Paes, só para ser inserido na Record”.

Confissões recentes

A Ponto Final aponta pagamentos de R$ 260 milhões em propina a agentes públicos, feitos pelo setor de transportes. Na ocasião, foram presos o presidente da Fetranspor e o ex-presidente do Detro, por exemplo.

O que dizem os citados

Em post no Facebook, Crivella chamou de “grande mentira” o relato de Cabral. “Amigos, fiquei sabendo há pouco que o ex-governador Cabral disse que há 10 anos teria comprado meu apoio ao Eduardo Paes. Mais uma grande mentira plantada para tentar desestruturar a minha gestão e minhas convicções como homem público. Jamais conseguirão manchar a minha honra”, diz o texto.

O ex-deputado Jorge Picciani negou as acusações, em nota: “O ex-governador, para agradar ao Ministério Público, falta com a verdade e me atribui acusações que carecem de provas. Em minha vida pública nunca me envolvi com ilegalidade, pautei meus mandatos sem estrelismo ou oportunismo e sempre no interesse da população do Rio de Janeiro.”

Também em nota, Fernando Martins, advogado de Eike Batista, informou que Eike Batista não é parte no processo e que sempre desenvolveu suas atividades empresariais dentro do marco da legalidade.

As defesas de Moreira Franco, Anthony Garotinho, Eduardo Paes ainda não se posicionaram sobre as denúncias de Cabral. O JORNAL NA BOCA DO POVO ainda não conseguiu contato com os outros citados por Cabral.

COMPROMISSO COM A VERDADE