Governo do RJ desiste dos hospitais de campanha de Campos e Casimiro de Abreu

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet, informou na tarde desta quarta-feira 01/07 que o governo desistiu de concluir dois hospitais de campanha – Campos e Casimiro de Abreu – planejados para vítimas da pandemia da Covid-19. Outras unidades que já estão em processo de construção em Duque de Caxias, Nova Friburgo e Nova Iguaçu serão concluídas.

O Estado tinha se comprometido no início da pandemia a abrir sete hospitais de campanha para ampliar a oferta de leitos para pacientes da doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, mas até agora apenas as unidade do Maracanã, na zona norte da capital, e de São Gonçalo, na região metropolitana, foram inaugurados — ambos com atraso.

Segundo a Agência Brasil, (O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou no fim da tarde de terça-feira 23/06, por meio de sua conta no Twitter, que todos os hospitais de campanha previstos para serem construídos no estado para combater a pandemia de covid-19 serão entregues.

Todos os hospitais de campanha serão entregues. Junto com o comitê de especialistas e o secretário de Saúde, Fernando Ferry, ratificamos a preocupação com a segunda onda da doença. Estamos seguros sobre o atendimento às pessoas e garantiremos a retomada da atividade econômica”, disse o governador em sua rede social.

Witzel falou também sobre Campos dos Goytacazes, onde está prevista uma unidade de campanha.

Acabei de falar com o prefeito de Campos, Rafael Diniz, e o tranquilizei sobre a entrega do hospital de campanha da cidade. Há muitas dificuldades a serem enfrentadas para que, no menor prazo possível, tudo esteja pronto e operando. Vamos vencer. Seguimos firmes”.)

Bousquet afirmou que há planos para “pactuação” de leitos com a rede privada nas regiões que os hospitais de campanha foram cancelados que, segundo ele, dispõem de vagas neste estágio da pandemia.

Segundo o secretário de saúde Bousquet, as decisões tomadas em relação aos hospitais de campanha são explicadas porque as “estatísticas atuais, com a evolução da epidemia, se mostram menos desfavoráveis do que as iniciais”.

“Não podemos de forma alguma olhar para os hospitais de campanha com a luz do nosso conhecimento atual. A gente precisa olhar para trás e entender em qual cenário os nossos hospitais e a nossa preparação foram planejados. Tenho certeza que vários dos senhores [jornalistas], assim como eu, quando o cenário internacional em relação a doença se mostrou horroroso, quantos de nós não imaginávamos que seria tão ou pior aqui no Rio de Janeiro ? Quantos de nós não noticiamos que quando as pandemias chegassem às comunidades nós teríamos filas de corpos nos cemitérios?”, afirmou o secretário, durante pronunciamento no Centro do Rio.

“A nossa preocupação era: será que vai ter vaga para todo mundo ? Vai ter UTI para todo mundo? Vai ter respirador para todo mundo ?”, acrescentou.

Com informações:Agência Brasil/ G1

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