Cheia do rio Muriaé rompe dique na localidade de Três Vendas em Campos

O dique da Boianga, na localidade de Três Vendas, em Campos, não suportou a força da água, com a cheia do rio Muriaé, e se rompeu na tarde desta terça-feira (28), apesar dos esforços para reforçar a barragem.

O dique identificado como da Boianga fica próximo ao Rio Muriaé, e perto do limite dos municipios de Campos e Cardoso Moreira, às margens da BR-356.

A estrutura foi estabelecida, após os rompimentos da BR 356 nas cheias de 2007 e 2012, como forma de impedir que a água chegasse à rodovia, que funciona como um segundo dique para evitar alagamentos na localidade. 

No local onde o asfalto cedeu, foi instalada uma manilha para preservar a estrutura da estrada, no entanto, se ficasse aberta, todo volume do rio iria ser direcionado para o bairro. Por isso, a Defesa Civil realiza, desde essa tarde, o bloqueio do local com a colocação de barros e pedras na abertura.

Antes, moradores gravaram um vídeo onde colocaram uma estrutura de madeira para tentar proteger o local.De acordo com a Prefeitura de Campos, uma força-tarefa está sendo realizada na localidade de Três Vendas para impedir a passagem de água sob a BR 356.

“A medida foi necessária após o rompimento do dique da Boianga, devido à força da água do rio Muriaé, cujo nível ainda está acima do normal. Estão sendo utilizados caminhões e retroescavadeiras.

A área foi isolada. Estão envolvidas a Defesa Civil municipal, secretarias de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Desenvolvimento Ambiental e as superintendências de Posturas e Limpeza Pública”, informou a nota.Cheias causaram rompimento da estrada-dique em 2007 e 2012Em 2007, as águas do rio Muriaé invadiram a BR 356, na altura de Três Vendas, em Campos.

Uma parte da rodovia que até 6 de janeiro daquele ano não havia cedido, desmoronou quando um veículo passou pelo local. O motorista e sua sogra morreram após caírem na cratera formada.

Outras duas pessoas estavam desaparecidas após o rompimento do dique que aconteceu no dia anterior. Outro ponto de interdição da rodovia, foi em São João da Barra, na altura do trevo de Grussaí.

No local, o rompimento do dique do Viana, entre Cajueiro e Degredo, deixou em vários momentos, o município isolado.Cinco anos depois do primeiro rompimento, a força da correnteza do rio Muriaé fez ceder parte do asfalto da BR 356 e mais de 4 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em Três Vendas.

O rompimento do dique da Boianga aumentou a pressão e o nível da água na localidade atingiu a altura dos telhados das residências. Moradores acamados tiveram que ser retirados com ajuda de helicópteros dos Bombeiros.

FONTE: FOLHA 1

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