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Espaço aéreo da Venezuela teria sido fechado por Maduro; AirFrance suspende operação no país

O ditador Nicolás Maduro teria ordenado o fechamento do espaço aéreo da Venezuela para voos “gerais e privados”. Um comunicado do Instituto Nacional de Aeronáutica Civil sobre o assunto está veiculando nas redes sociais nesta sexta-feira (22).

O texto, que foi divulgado por jornais internacionais, informa a proibição da operação e circulação em território nacional e demais espaços geográficos da “República Bolivariana da Venezuela” das aeronaves de aviação geral e privada.

Em nota aos clientes, a AirFrance informou que “se encontram suspensos” os voos com destino a Caracas, ou partindo de lá, nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro.  De acordo com a empresa aérea, quem tiver passagens compradas poderá remarcá-las.

O objetivo do fechamento do espaço aéreo, assim como a fronteira terrestre com o Brasil, seria impedir a chegada de aviões com ajuda humanitária, iniciativa vista por Maduro como tentativa de interferência indevida de outros países na Venezuela.

No site Flight Radar, que monitora todos os voos do mundo, é possível notar que o território venezuelano está sendo desviado por todas as empresas. Às 17 horas, apenas um avião sobrevoava o país – o voo, da AirEuropa, segue do Equador para a Espanha.

Fonte: Jovem Pan

Mourão diz que só vê confronto com Venezuela se Brasil for atacado: ‘Mas Maduro não é louco a esse ponto’

Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, vice-presidente, que co-representará o governo em reunião de países para discutir crise na Venezuela, diz que Brasil não fará ‘avanço militar sobre território venezuelano’, mas que poderá ‘ajudar com auxílio humanitário’

A última quinta-feira foi um dia movimentado para o vice-presidente, Hamilton Mourão. No Anexo II do Palácio do Planalto, ele passou boa parte do dia concedendo entrevistas para agências de notícias e canais internacionais. Seus assessores diziam ser um dia “atípico”, dado o movimento, e afirmando que o vice respondeu a perguntas em português, inglês e espanhol.

Mourão, de 65 anos, parecia cansado quando recebeu a BBC News Brasil pouco depois das 17h30. Horas antes, a crise na Venezuela havia se intensificado, após o presidente Nicolás Maduro ter anunciado o fechamento da fronteira com o Brasil para evitar o envio da ajuda humanitária solicitado pelo autoproclamado presidente venezuelano Juan Guaidó.

Enviado pelo presidente Bolsonaro para a reunião do Grupo de Lima, que vai discutir na próxima segunda-feira a crise em Caracas, Mourão, no entanto, segue atuante na política doméstica.

Nos 24 minutos de conversa com a reportagem, ele falou sobre as denúncias de corrupção que envolvem membros do PSL, partido do presidente Bolsonaro, e sobre a Reforma da Previdência. Evitou, no entanto, falar sobre o conteúdo dos áudios de diálogos entre Bolsonaro e Gustavo Bebianno, primeiro ministro a ser demitido no novo governo.

Questionado sobre a influência dos filhos do presidente no governo, o vice disse considerar que haverá um distanciamento político natural de Carlos, Eduardo e Flávio da administração do pai.

“(Carlos) está na vibe da campanha, isso vai diminuir”

Sobre o ponto da Reforma da Previdência que altera regras da assistência social e, portanto, afeta a população mais pobre, Mourão não respondeu se considera justa a mudança.

“É a visão da equipe econômica e é a visão que o governo concordou. Agora, vai competir ao Congresso chegar à conclusão sobre se isso é factível ou não. Se o Congresso julgar que isso não é factível, vai permanecer como está”, disse.

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC News Brasil – Na sua avaliação, a situação da Venezuela, cada vez mais grave, pode resvalar para um conflito regional?

Hamilton Mourão – Eu acho que conflito regional, não. Da nossa parte nós jamais entraremos em uma situação bélica com a Venezuela, a não ser que sejamos atacados, aí é diferente, mas eu acho que o Maduro não é tão louco a esse ponto, né.

E também vejo ali do lado mais complicado, que é o lado colombiano, acho que vai ficar nessa situação de impasse, como está.

A questão interna é um problema.

BBC News Brasil – A mensagem que ele passa ao fechar a fronteira é muito forte. O que isso significa para o governo brasileiro?

Mourão – Na minha visão, ele fechou a fronteira exatamente para impedir que os venezuelanos viessem ao Brasil para pegar suprimentos. Ele quer manter o país fechado. Por que não acredito que ele imaginasse que nós entraríamos em força dentro da Venezuela – nós já reiteramos inúmeras vezes que não faríamos isso – para levar suprimentos.

BBC News Brasil– Nesta quinta, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, anunciou que viajará para a Colômbia para participar da reunião do Grupo de Lima – para a qual o senhor também vai. O Brasil poderia fazer parte de uma operação militar para retirar Maduro do poder ou para levar ajuda? O quão longe o Brasil iria? Como o senhor vê o papel do governo Trump nesta crise.

Mourão – Primeiramente, o Brasil tem um pensamento, há anos, de não interferir em assuntos internos de outros países. Então, não fazemos nenhum avanço militar sobre o território venezuelano. Este é o ponto principal. Nós podemos ajudar com auxílio humanitário, colocando suprimentos do nosso lado da fronteira, para que os venezuelanos possam vir para o Brasil e pegar.

Sobre o governo Trump, estão fazendo as pressões que podem, no lado político e econômico, para tentar fazer Maduro sair do país para que a Venezuela possa voltar aos eixos.

Após dois meses de governo, Mourão acredita que seu papel continua sendo de escudo e espada do presidente Bolsonaro

BBC News Brasil – O senhor já falou que seria o escudo e a espada do presidente Bolsonaro. Agora, com quase dois meses no governo, como é que o senhor vê o papel do vice-presidente?

Mourão – Exatamente dessa forma. Eu e o presidente procuramos nos complementar nos trabalhos que estão sendo realizados. A minha visão da função do vice-presidente é exatamente para segurar a estabilidade do país nos afastamentos do presidente, que já ocorreram nesse começo de governo. Dessa forma, nós temos mantido essa relação.

BBC News Brasil – Agora, ele deixou o senhor apenas dois dias na Presidência quando ele estava lá internado, foi uma falta de confiança? Ele ficou inclusive mais tempo internado do que o previsto. Como o senhor viu isso?

Mourão – Acho que no momento inicial ele julgava que fosse ficar pouco tempo, então ele pensou que assim que saísse da UTI, ele estaria em condições de assumir o governo. E, como não aconteceu, ele também não quis voltar atrás do que estava decidido. Acho que não teve problema nenhum.

BBC News Brasil – O presidente alegou, por meio do porta-voz, motivo de “foro íntimo” para demitir o agora ex-ministro Bebianno. Na verdade isso não é uma questão pública, em vez de íntima?

Mourão – Tudo na vida tem relacionamento. E óbvio que o presidente e seus ministros têm um relacionamento e o ex-ministro Bebianno já vinha com o presidente há algum tempo. Eu acho que essa relação veio se desgastando por diversos motivos e o ponto final, a ruptura disso aí, foi aquela… o presidente sabia da divulgação dos áudios dele, já tinham sido na realidade divulgados. Então ali ele considerou que a confiança tinha sido quebrada.

‘Estamos morrendo de fome’: o que dizem venezuelanos que desafiam fronteira fechada e fogem para o Brasil

Maduro mandou fechar fronteira com o país às vésperas de envio de ajuda humanitária pedida por oposição. Mesmo com bloqueio e reforço de militares da Venezuela, venezuelanos e brasileiros usam rotas clandestinas para cruzar fronteira.

Carregando o filho de apenas 2 anos, o venezuelano Gregório Rodriguez, de 33 anos, se arriscou na manhã desta sexta-feira (22) a cruzar a fronteira da Venezuela com o Brasil de forma clandestina apesar do bloqueio imposto por Nicolás Maduro, presidente do país vizinho.

“Estamos morrendo de fome. Tentamos atravessar e não conseguimos pela aduana e viemos por aqui. Vamos comprar comida”, disse Gregório.

Além dele, muitos outros se arriscam a entrar ou sair da Venezuela por caminhos em meio à mata, uma alternativa ao bloqueio na BR-174, onde fica a passagem oficial entre os dois países.

“Havíamos nos planejado quase três meses para viajar para o Brasil e nunca pensamos que isso iria ocorrer nessa data. Fomos pegos de surpresa”, afirmou Wilmer Rodriguez, 40, que fez o mesmo caminho.

No início da manhã desta sexta, não havia fiscalização no lado venezuelano além do bloqueio na BR-174. Mais tarde, no entanto, guardas da Venezuela também passaram a patrulhar o entorno da rodovia, no intuito de barrar as rotas clandestinas. Ainda assim, muitas pessoas burlam a fiscalização e atravessam em ambos os sentidos.

“É mais de 1 km de caminhada até o lado brasileiro para atravessar a fronteira totalmente. Estou vindo em busca de emprego, porque em Santa Elena não há energia nem para ligar equipamentos e sobrevivo de diárias”, disse o brasileiro João Batista, de 58 anos, que há 16 mora em Santa Elena de Uiarén.

“Já viemos de tão longe e não podemos perder viagem”, contou o venezuelano que relatava apenas querer comprar comida no Brasil. “Se na volta a fronteira ainda estiver fechada, teremos que passar por aqui novamente.”

Na quinta-feira (21), em meio à ameaça de fechamento da fronteira, venezuelanos correram para comprar mantimentos no Brasil. Temendo que a fronteira fique fechada muito tempo, eles adquiriam estoques de comida.

Ao anunciar o bloqueio, Nicolás Maduro disse que ela ficará “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

Fronteira fechada

Normalmente, a passagem pela fronteira é fechada à noite e reabre por volta das 7h do dia seguinte (horário local; às 8h de Brasília), o que não aconteceu nesta manhã.

Venezuelanos não podem atravessar a fronteira a pé e nem de carro. No entanto, desde o início da manhã, o G1 conseguiu observar vários grupos de venezuelanos usando rotas alternativas no entorno da BR-174, bloqueada pela Venezuela.

Pessoas impedidas de cruzar a fronteira e adentrar a Venezuela falam com militares venezuelanos em Pacaraima (RR) — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Parte desses caminhos ficam muito perto ao posto oficial de controle dos dois países e por volta das 8h30 guardas venezuelanos intensificaram a fiscalização pelo entorno da rodovia no intuito de conter a passagem irregular de pessoas para o país, mas ainda assim pessoas conseguem cruz-

Ajuda humanitária

O presidente venezuelano determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

Durante a tarde, após o anúncio do bloqueio, venezuelanos correram para Pacaraima, cidade brasileira na fronteira, para comprar estoques de mantimentos. Um comerciante da região relatou aumento de 30% no movimento em relação a “dias comuns”.

O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Otávio Rêgo Barros, disse que a ajuda humanitária está mantida para o sábado (23). Nesta manhã uma avião da Força Aérea Brasileira chegou a Boa Vista com 22,8 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros-socorros.

Casal é detido transportando maconha e crack na RJ-216, em Campos

Os suspeitos saíram de Tocos com destino a Bom Jesus de Itabapoana.

Um casal foi detido na noite desta quarta-feira (20) com um quilo de maconha e 50 gramas crack na RJ-216, na altura do Parque Bela Vista, em Campos dos Goytacazes.

Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), o casal foi abordado após denúncia. Ainda de acordo com o BPRv, os suspeitos saíram do distrito de Tocos com destino a Bom Jesus do Itabapoana.

Os suspeitos e o material foram encaminhados para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro.

POLICIA PRENDE PESSOAS QUE ASSALTARAM JOALHERIA EM PÁDUA

Uma joalheria foi assaltada nesta sexta-feira (22/02) em Pádua.Os Pms foram informados pela sala de operações do 36º bpm , de que três suspeitos teriam efetuado roubo a uma joalheria no centro da cidade e teriam fugido sentindo a cidade de Miracema.

As viaturas fizeram buscas pela Estrada Pádua a Campelo, onde vieram abordaram um veículo com três suspeitos sendo todos eles do Rio de Janeiro, ao realizarem revista e buscas foi encontrado no interior do veículo 01 mochila com 25 relógios de diversas marcas. Ocorrência está foi apresentada na 142ª DP.